Estender o ERP para aplicações móveis é uma necessidade
Desde os tempos em que os sistemas rodavam em equipamentos stand-alone sem redes, até a atualidade, muitas coisas mudaram.
Profissionais que nasceram antes dos anos 1970 acompanharam a demanda crescente pela integração nas empresas. No princípio o desafio se resumia à comunicação de dados entre matrizes e filiais das empresas. Mas rapidamente passou a ser entre os departamentos de uma unidade e as diversas filiais. Hoje abrange também as cadeias colaborativas, de representantes, clientes e fornecedores.
Tomadas de decisão em todos os níveis já requerem integração de informações multifacetadas, originadas em áreas diferentes da empresa e até em sistemas diferentes, que precisam ser integrados.
A “internet das coisas” (Internet of Things) é um termo atribuído a Kevin Ashton, pesquisador do Massachussets Institute of Technology. Ele o propôs em 1991, ao conceber que componentes e dispositivos dos mais diversos seriam interligados por redes mundiais. Essa perspectiva se tornou realidade e avança a passos cada vez mais largos.¹
Enquanto isso, pequenas e médias empresas ainda têm necessidade de integrar seus fluxos mais elementares como suprimentos e estoques. Comprar e vender com agilidade e certeza tem sido condição de sobrevivência em mercados onde os bens são “comoditizados” e o capital especulativo concentra os ganhos maiores nos bancos.
Trazendo para a prática…
Com o dinheiro caro e as margens de lucro baixas, saber o que comprar, o que vender, o que produzir, tudo no menor espaço de tempo é o que define se a empresa terá fôlego para os próximos períodos.
Por isso, os bons ERP’s têm se expandido em plataformas múltiplas e interfaces variadas. Um comprador muitas vezes precisa trabalhar em campo (como numa feira ou fórum de negócios). Vendedores precisam de informações confiáveis sobre estoques e tempo de reposição; necessitam processar orçamentos e pedidos na frente do comprador, garantindo as oportunidades.
Somente com recursos melhores os profissionais podem realizar seus trabalhos de modo adequado, mais rápido e com mais eficiência, contribuindo para a boa performance da empresa. Isso remete à questão das interfaces pois, de acordo com estudos de TRINDADE [et al, 2014], pesquisadores da UFRG²
“[…] essa situação estabelece novos desafios para desenvolvedores de sistemas interativos, como desenvolvimento de novas aplicações e/ou adaptação de sistemas existentes para um ambiente de execução multiplataforma. Para estes desafios, uma das soluções propostas é o conceito de plasticidade […] eliminando a necessidade de múltiplos desenvolvimentos para múltiplas plataformas.”
A Enterprise Sistemas investe no desenvolvimento de aplicações móveis para vendas, assistência técnica, compras, e-commerce e várias outras, que requeiram captura e consulta de dados em campo, a partir de celulares, tablets ou coletores móveis.
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Referências:
(1) TECHTUDO. A internet das coisas.
Disponível em: <http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2014/08/internet-das-coisas-entenda-o-conceito-e-o-que-muda-com-tecnologia.html>.
(2) TRINDADE, F., PIMENTA, M., PETRILLO, F. e IOCHPE, C. Adaptando Sistemas Existentes para um Ambiente de Execução Multiplataforma. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Porto Alegre: 2014. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/237230125>.